Superman: Legacy abriu com US$ 122 milhões em junho de 2025. Supergirl: Mulher do Amanhã, o segundo filme do novo universo DC, estreia na sexta-feira (26/06) com projeções de apenas US$ 40 milhões. A diferença é grande demais para ignorar — e o fandom já está em debate.
O Que os Números de Supergirl Dizem Sobre o DCU de James Gunn
Quando James Gunn assumiu a DC Studios ao lado de Peter Safran em 2022, a promessa era clara: um universo conectado, com planejamento de longo prazo e sem os remendos improvisados que afundaram o DCEU de Zack Snyder. Superman: Legacy entregou exatamente isso. O filme foi um acerto em quase todos os sentidos — crítica positiva, público satisfeito e uma abertura de US$ 122 milhões que deixou o futuro do DCU com cara de promissor.
Então chegou Supergirl: Mulher do Amanhã com projeções de US$ 35-42 milhões para o fim de semana de abertura. É um número baixo para um filme de super-herói da DC em 2026. Para contextualizar: Shazam! (2019), um personagem muito menos conhecido que Supergirl, abriu com US$ 53 milhões. Aquaman 2, lançado já com o DCEU em colapso, fez US$ 67 milhões na estreia. Até o controverso Black Adam fez US$ 67 milhões.
A pergunta que ninguém quer fazer em voz alta mas todo mundo está pensando: o novo DCU tem problema de público, não só de personagem?
Por Que Supergirl Enfrenta Esse Desafio de Reconhecimento
Antes de jogar pedra no filme, é importante entender o contexto. Supergirl não é um personagem com o mesmo reconhecimento popular de Batman, Superman ou Mulher-Maravilha. A versão de “Mulher do Amanhã” dos quadrinhos — escrita por Tom King entre 2021 e 2022 — é excelente, aclamada pela crítica especializada, mas é relativamente recente e não tem o apelo de massa das histórias clássicas.
Além disso, a série Supergirl do CW (2015-2021), protagonizada por Melissa Benoist, criou uma base de fãs significativa — mas essa base está ligada a uma versão diferente do personagem, com uma atriz diferente. Milly Alcock é desconhecida para esse público, por mais que sua performance em Casa do Dragão tenha sido elogiada por quem acompanhou a série da HBO.
O marketing do filme também foi menos agressivo do que o de Superman: Legacy. Enquanto Clark Kent esteve por toda parte nos meses antes da estreia, Kara Zor-El apareceu de forma mais discreta. Esse é um problema real de posicionamento que cabe à DC Studios resolver nos próximos projetos.
O Argumento a Favor de Supergirl: Elenco e Direção São Promessas Reais
Dito isso, há razões genuínas para otimismo além dos números de bilheteria. Milly Alcock foi uma das revelações de Casa do Dragão — sua Rhaenyra jovem tinha presença, vulnerabilidade e uma raiva controlada que funcionou muito bem. Transpor esse talento para Kara Zor-El, uma Supergirl mais sombria e traumatizada do que a versão otimista que o público conhece, parece uma escolha inteligente.
Craig Gillespie na direção é outro ponto positivo. O diretor de Cruella e I, Tonya sabe trabalhar com protagonistas femininas complexas em contextos que misturam drama e ação. A abordagem não-linear e mais intimista que ele trouxe ao true crime em I, Tonya sugere que Supergirl pode ter uma linguagem visual distinta dos filmes de super-herói padrão.
E Jason Momoa como Lobo? Isso é casting que faz sentido. Momoa tem o físico, o carisma e o humor autodepreciativo que o personagem exige. Se a química entre ele e Alcock funcionar na tela, o filme tem potencial de ser uma surpresa positiva independente da abertura.
O Que Acontece com o DCU Se Supergirl Decepcionar na Bilheteria?
Aqui está a questão central que o fandom está debatendo. Se Supergirl: Mulher do Amanhã abrir com US$ 40 milhões e não tiver pernas nas semanas seguintes, isso vai levantar perguntas difíceis sobre o planejamento do DCU.
James Gunn tem um caminho de longo prazo desenhado. O próximo passo após Supergirl inclui outros títulos já confirmados como Lanterna Verde e Booster Gold. Uma sequência de resultados fracos — mesmo que o conteúdo seja bom — pode fazer os executivos da Warner Bros. Discovery questionarem a estratégia antes que ela ganhe tração.
Por outro lado, o MCU enfrentou situações parecidas. Thor (2011) abriu com US$ 65 milhões, considerado decepcionante na época. Hoje é impossível imaginar o Marvel Cinematic Universe sem o personagem. Personagens menos conhecidos às vezes precisam de tempo para construir audiência — e Supergirl tem potencial de ser um desses casos.
Supergirl Merece Uma Chance — Mas o DCU Precisa Responder Melhor
A provocação deste texto não é desacreditar o filme antes de qualquer um vê-lo. É observar que o segundo longa do novo universo DC está chegando com ruído de expectativas baixas que não foram criadas pela qualidade do projeto, mas por fatores de reconhecimento de mercado e estratégia de marketing.
Milly Alcock pode ser uma Supergirl excepcional. Craig Gillespie pode entregar um filme diferente e corajoso. Jason Momoa pode roubar cada cena. Mas o DCU de James Gunn vai precisar, mais cedo do que tarde, de uma conversa honesta sobre como apresentar personagens menos conhecidos para um público amplo.
Sexta-feira dirá muito sobre o futuro dessa versão de Kara Zor-El. E provavelmente sobre o DCU como um todo.
Perguntas Frequentes sobre Supergirl: Mulher do Amanhã
Quando Supergirl: Mulher do Amanhã estreia no Brasil?
Supergirl: Mulher do Amanhã estreia nos cinemas brasileiros em 26 de junho de 2026, simultaneamente ao lançamento internacional. O filme é estrelado por Milly Alcock como Kara Zor-El e Jason Momoa como Lobo, com direção de Craig Gillespie (Cruella, I, Tonya).
Supergirl: Mulher do Amanhã é conectado ao Superman: Legacy?
Sim. É o segundo filme do novo DCU supervisionado por James Gunn. O universo começou com Superman: Legacy (2025). Kara Zor-El é prima de Clark Kent e tem uma história de origem diferente — mais sombria — do que a versão otimista conhecida pelo público.
Por que as projeções de bilheteria de Supergirl são baixas?
As projeções de US$ 40 milhões refletem o menor reconhecimento de Supergirl comparado a personagens como Batman ou Mulher-Maravilha, além de um marketing menos intenso que o de Superman: Legacy. Isso não indica qualidade do filme — é um desafio de posicionamento de mercado que o DCU precisará resolver.
Supergirl: Mulher do Amanhã chega aos cinemas na sexta com o peso de ser o segundo capítulo de um universo que precisa provar que aprendeu com os erros do passado. Os números de bilheteria vão definir narrativas, mas não devem ser a única métrica para avaliar se o DCU está no caminho certo.
Vale o ingresso? Quase certamente. Milly Alcock não decepcionou em Casa do Dragão e não há motivo para achar que vai decepcionar aqui. Fique de olho nas nossas análises de filmes nas próximas semanas para a review completa pós-estreia. E se você quer saber o que mais está chegando nas plataformas de streaming em julho, também temos isso coberto.
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