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A expansão Endless Ragnarok chegou nesta quinta-feira (9) para Granblue Fantasy: Relink, trazendo pela primeira vez suporte a crossplay entre PS5, PS4, Nintendo Switch 2 e PC. A recepção da crítica foi positiva: o conteúdo já soma nota 81 no agregador OpenCritic, com 83% dos veículos recomendando a compra.
O crossplay que os fãs pediam há anos
Desde o lançamento original de Granblue Fantasy: Relink, uma das reclamações mais repetidas pela comunidade era a impossibilidade de jogar em grupo com amigos que tivessem outra plataforma. A Cygames resolveu essa limitação com Endless Ragnarok: agora PS5, PS4, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam) dividem os mesmos servidores online, usando uma arquitetura baseada em TCP/IP semelhante à empregada em Fortnite e Rocket League para viabilizar o cross-play entre plataformas tão diferentes.
Antes de liberar o recurso em definitivo, a desenvolvedora rodou um teste fechado entre os dias 13 e 16 de março deste ano só para validar a estabilidade da infraestrutura de crossplay, o que ajuda a explicar por que a função chegou funcionando de forma estável logo na estreia. Quem prefere continuar jogando apenas com pessoas da mesma plataforma também não fica na mão: o crossplay pode ser desativado a qualquer momento nas configurações de matchmaking.
Seis personagens novos e o modo Conflux
Endless Ragnarok não se resume à parte técnica. A expansão adiciona seis personagens jogáveis inéditos ao elenco já numeroso do jogo: Gallanza, Maglielle, Beatrix, Eustace, Fraux e Fediel, cada um com kit de habilidades próprio para os times de até quatro jogadores.
A grande novidade de conteúdo, porém, é o modo Conflux, um roguelite para um jogador com partidas organizadas em três estágios que misturam combate, plataforma e puzzles, sempre com progressão persistente entre tentativas. É a primeira vez que a franquia aposta nesse formato dentro do próprio jogo principal, uma forma de dar variedade a quem já zerou o conteúdo tradicional de endgame.
Weapon Transcendence e Master Traits: mais opções de build
Para o público hardcore que já passou dos 100 níveis de personagem, a expansão introduz o sistema de Master Traits, com três árvores de especialização batizadas de Insight, Essence e Crux, pensadas justamente para quem quer continuar evoluindo além do limite anterior. Junto dele vem o Weapon Transcendence, mecânica que transforma armas antes consideradas secundárias em alternativas viáveis às cobiçadas armas Terminus, ampliando bastante o leque de builds competitivas.
A expansão também adiciona um sistema de invocações utilizável nas missões de Fatebreaker, permitindo controlar summons com atributos sorteados a cada partida, além de ajustes de qualidade de vida que reduzem parte da repetição de farm que incomodava jogadores mais avançados.
O que a crítica elogiou (e o que incomodou)
Com 36 análises publicadas até agora, Endless Ragnarok aparece no OpenCritic com classificação “Strong” e nota 81. A RPG Site, em análise própria, deu nota 8 de 10 ao conteúdo e destacou como ponto alto o fato de a Cygames ter conseguido ampliar de forma consistente o sistema de progressão do jogo base num ciclo de desenvolvimento de apenas dois anos, com o combate moment-to-moment ficando ainda mais viciante do que já era.
Nem tudo são elogios. A mesma análise aponta que a maioria dos chefes da expansão são reaproveitamentos de encontros antigos com pouco retoque visual, que o modo Conflux fica repetitivo depois de algumas rodadas por falta de variedade nos chefões finais, e que o novo Modo de Assistência Total ficou forte demais, a ponto de tirar parte do desafio de aprender os bosses sozinho. A narrativa da expansão também foi descrita como mais fraca que a campanha principal, sem as sequências de ação variadas que marcaram a história original de Relink.
Vale a pena entrar agora?
Para quem já é fã de Granblue Fantasy: Relink e sente falta de conteúdo endgame, Endless Ragnarok parece cumprir a proposta: mais personagens, mais formas de montar build e, finalmente, a possibilidade de chamar os amigos para jogar independente da plataforma de cada um. Já quem espera uma reviravolta narrativa à altura da campanha original pode se decepcionar um pouco com o roteiro mais discreto da expansão.
Perguntas Frequentes
Quais plataformas suportam o crossplay em Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok?
PS5, PS4, Nintendo Switch 2 e PC via Steam compartilham os mesmos servidores online. O recurso pode ser ativado ou desativado nas configurações de matchmaking do jogo.
Preciso ter zerado Granblue Fantasy: Relink para jogar Endless Ragnarok?
A expansão foi construída para o pós-jogo, voltada a quem já passou do nível 100 de personagem. É possível acessá-la antes disso, mas o conteúdo foi desenhado pensando em quem já esgotou boa parte do endgame original.
Qual é a nota de Endless Ragnarok na crítica?
A expansão tem nota 81 no agregador OpenCritic, com classificação “Strong” a partir de 36 análises e 83% de recomendação entre os veículos especializados.
Endless Ragnarok mostra que a Cygames ouviu os pedidos mais antigos da comunidade de Granblue Fantasy: Relink, entregando o crossplay que faltava junto com um pacote de conteúdo endgame consistente. A narrativa mais enxuta pode desapontar quem espera uma nova saga à altura da campanha original, mas para quem só queria voltar a caçar chefões com os amigos, não importa a plataforma, a expansão chega na hora certa.
Fonte: OpenCritic e RPG Site.
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